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Críticas e Análises Cristo 21 anos após João José "... J.J. vive com a mulher Mofeliaf na Parede, na povoação do Zambujal. A sua obra está lá toda, e não só Cristos. Os seus trabalhos abrangem também o ambiente, a natureza, a primavera, e África. Mas é sem dúvida o ciclo Crístico que se impõe, que o fascina e me arrebata. Fui conduzido a um quarto onde me senti súbita e inesperadamente tocado, ia dizer "agredido", pelo fulgor pictórico de dezenas de Cristos de diferentes dimensões (e alguns de grande porte) ora de corpo inteiro, meio corpo, ora na cruz ou fora dela, no regaço da mãe, no Presépio, ou na Última Ceia, ou só o Seu rosto, expressivo, macerado, enigmático, majestático, os olhos ora serenos ora suplicantemente interrogadores, pousados, num dramático apelo, em todos, amem-No ou não! É quase sufocante a atmosfera deste "quarto crístico", com "...a alegria de vermelhos e ocres..." (na expressão feliz de Edgardo Xavier), enchendo e esgotando todo o espaço. Da janela deste quarto, deparo com um outro compartimento, do lado de fora da casa, cuja porta entreaberta, me permite entrever, estupefacto, a espantosa, sofrida expressão de um Cristo com o "rosto do povo", isto é, magoado, chocado, apelativo, uma dúvida grande como o mundo suspensa dos olhos!.. Acreditem: vale a pena não perder a oportunidade de conhecer este notável ciclo crístico de João José..." Roberto Cordeiro (crítico de arte).
Impressionando pela escala e pelo forte cromatismo, as telas de João José reflectem-nos um criador de acento modernista pese a qualidade do seu desenho, o modo fluente como determina as suas composições e a necessidade de, pelo tema, tentar a justificação do discurso. Teoricamente afastado das verdades defendidas por Umberto Eco, cultiva, na sua pintura, essa ambiguidade formal tão característica da obra aberta. Impregnando as suas imagens de um assumido sentido espiritual aporta, no entanto, a vertentes nas quais é nítido o seu telurismo. Assim, na área disponível, têm idêntico valor e o mesmo peso, figuração e envolvência, como se desejasse chamar também a nossa atenção para os registos marginais ao tema, afinal o rio caudaloso e muitas vezes exuberante do seu pessoalíssimo modo de ser e de estar. Sempre enigmático, o Iniciado recorta-se na figura do Filósofo, veste a pele do Homem e ascende-se com a divindade de Cristo. Há pó e pedras neste caminho de estrelas; há humanismo e liberdade; há, ainda, uma sapiente codificação de símbolos. É por eles que podemos cruzar trevas e luz neste percurso que também chora na alegria de vermelhos e ôcres. Edgardo Xavier (crítico de arte)
A obra deste grande pintor, que faltava na arte portuguesa, exprime de forma veemente, através de Cristo, toda a tragédia que conhecemos e que suspeitamos no homem de hoje e de sempre. J. C. Pissara de Carvalho (escritor)
“…Se o pintor se inspira em Deus para mostrar aos homens o seu sofrimento e martírio, também Deus o contemplou com umas mãos de ouro para desta forma dar a conhecer ao mundo e aos homens uma obra que deverá ficar no nosso subconsciente, como uma divindade nas artes…” Manuel Ribeiro (escultor)
“…É uma maravilhosa surpresa que nos transporta (mesmo sem sermos crentes) para regiões onde o espírito flutua, É também uma exposição que nos fascina pela modernidade, modernidade essa que, se torna acessível a todas as mentes…” Paulo Barros (pintor) O Cristo Crucificado não poderia ser melhor representado nesta exposição admirável, esmagadora, sublime, são algumas palavras que eu consigo expressar, sem contudo serem suficientes para engrandecer tão maravilhosa obra de arte que, em feliz hora esta galeria inaugurou. Qualquer ser humano, seja crente ou não, terá que sentir a força esmagadora que estas obras representam. Por mim senti-me pequenino perante tanto grandor e verdade neste Cristo Crucificado. Parabéns do colega Fernando Lory (pintor)
A união da arte admirável do artista com o mais profundo sentimento expresso, fazem da obra deste pintor um momento único na pintura portuguesa M. Teresa Aragão Vasconcelos Osório
Há um fulgor místico, uma transfiguração por tempos intemporais de figuras que deixam (se deixarmos de ler os títulos) lugar à sombra e ao mistério que é tudo, e do qual tudo desconhecemos… (impressão impressionista) Fernando Botto Semedo
Só de um interior belo e cheio de sentimento pode brotar também algo de maravilhoso. Parabéns Sara Celeste
Parabéns ao pintor, à galeria e à análise crítica de um outro grande pintor Edgardo Xavier. É a segunda exposição que vejo de João José que continua a surpreender-me. É como se os pintores, poetas, músicos, enfim os artistas, tivessem o condão de abrir portas e janelas para o sonho e para a beleza. M. A. Santos
Parabéns pelo género de pintura que expõe. Nunca antes tinha visto uma arte sacra com estas características, onde as figuras nos mostram um grande misticismo nos seus desenhos esbatidos. Natalina Patricio
João José prova com a sua arte religiosa, que ela pode ser mais uma vez Arte de vanguarda, mas de boa vanguarda. Soares Branco (escultor)
“…João José parece ter feito das trinchas hissopes espargindo as telas com “glocos” genialmente combinados (e inspirados) utilizando a Abóbada Celeste como paleta de arco-íris que só os artistas plásticos vêem!.. “ se acreditas em Algo tu existes…” João José quer dizer isso nas suas magnificas telas que tem expostas…” António Pimenta (critico de arte)
Uma das melhores exposições que vi nesta sala (sem qualquer desprimor para todos os restantes artistas). Considero notável o contraste entre o carácter tranquilo de alguns dos temas, por exemplo, da Natividade, e a intensa explosão de cores! Vitor Vasconcelos
A técnica que João José utiliza, recebe e reflecte a sua imaginação, dando-nos o prazer de observar a arte de quem é realmente artista. Idalina Isabel
Depois de observados os quadros expostos (admiráveis os números 25 e 28) FICA em nós a marca imperecível do sagrado. E o nosso reconhecimento pelo artista FICA , especialmente na capacidade de conseguir que a sua mensagem FIQUE em nós, depois de abandonada a exposição Manuel Passos
Tão simples e tão forte, tão familiar e tão de Mestre! Parabéns calorosos! Herminia da Conceição
Simplesmente espectacular!!! Que Deus ilumine e proteja este maravilhoso artista. Margarida Bica.
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